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	<title>USF Marginal</title>
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	<description>Unidade de Saúde Familiar</description>
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		<title>Campanha de vacinação contra o sarampo</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 17:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
		<category><![CDATA[sarampo]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>

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		<description><![CDATA[A USF Marginal está já a realizar uma campanha de vacinação contra o sarampo, papeira e rubéola (vacinas administradas numa só injecção intramuscular) a utentes com idades inferiores ou igual a 18 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A USF Marginal está a realizar uma campanha de vacinação contra o sarampo, papeira e rubéola (vacinas administradas numa só injecção intramuscular) a utentes com idades inferiores ou igual a 18 anos. </p>
<p>Deverá programar a vacinação com o seu enfermeiro de família, via telefone abaixo indicado,  ou comparecer nos sábados, entre as 10 e 12 horas.  </p>
<p>Também pode contactar-nos para inquirir sobre o seu estado vacinal. </p>
<p><strong>Tel: 214643735</strong> </p>
<p><strong> &#8212;</strong> </p>
<p><em>&#8220;A Região Europeia da Organização Mundial da Saúde tem em curso uma estratégia para<br />
eliminação do sarampo que inclui o critério de alcançar coberturas vacinais iguais ou<br />
superiores a 95% com pelo menos 2 doses de vacina contra o sarampo (VASPR ou VAS).</em> </p>
<p><em>Em Portugal, nos últimos anos, apenas se registaram, alguns casos esporádicos de sarampo,<br />
importados, que, em duas ocasiões, deram origem a casos nacionais por transmissão<br />
secundária.</em> </p>
<p><em>Sendo a infecção muito contagiosa e, atendendo à actual-situação epidemiológica na Europa,<br />
com ocorrência de surtos em vários países (Espanha, Bulgária, Irlanda, Alemanha e França),<br />
a probabilidade de importação de casos para Portugal aumenta, principalmente durante a<br />
época de movimentos populacionais mais intensos nas férias.&#8221;</em> </p>
<p><em>&#8220;Assim, recomenda-se às Unidades de Saúde Pública dos ACES, principalmente das zonas<br />
em que as coberturas vacinais contra o sarampo são inferiores ao desejável, que delineiem<br />
estratégias urgentes para aumentar aquelas coberturas vacinais para valores superiores a<br />
95%, não se perdendo oportunidades de vacinação. Deverão ser vacinados todos os<br />
indivíduos com idade inferior ou igual a 18 anos não correctamente vacinados contra o<br />
sarampo (pelo menos 2 doses de VASPR ou VAS).&#8221;</em> </p>
<p><em>Fonte: DGS/DPCD</em></p>
<p><em><a class="aligncenter" title="O que é o Sarampo?" href="http://www.usfmarginal.com/?p=112" target="_self">O que é o Sarampo?</a></em></p>
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		<item>
		<title>COMO PROTEGER AS CRIANÇAS DO SOL?</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 15:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Se o seu filho tem menos de 6 meses:
-  Não o exponha ao Sol;
- Quando sair à rua assegure-se que há sombra total no carrinho e na cadeira do carro;
- Não deve ir à praia e o uso de protector solar não está recomendado.
 
Se o seu filho tem 6 meses ou mais: 
-  Até ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: left"><span style="text-decoration: underline;">Se o seu filho tem <strong>menos de 6 meses</strong>:</span></p>
<p>-  Não o exponha ao Sol;</p>
<p>- Quando sair à rua assegure-se que há <strong>sombra total</strong> no carrinho e na cadeira do carro;</p>
<p>- <strong>Não deve ir à praia </strong>e o uso de <strong>protector solar não está recomendado.</strong></p>
<p> </p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Se o seu filho tem<strong> 6 meses ou mais</strong>: </span></p>
<p>-  Até ao 1 ano só deve ir à praia por períodos curtos (2 horas);</p>
<p>-  <strong>Evite exposição ao Sol entre as 10 e as 17horas</strong>;</p>
<p>- Proteja sempre a criança com <strong>chapéu</strong> <strong>de abas</strong> (evite o boné que não protege as orelhas nem a parte detrás do pescoço); as <strong>roupas </strong>devem ser de algodão, finas e folgadas, de preferência manga comprida e calças;</p>
<p>- Os raios UV que afectam a pele também causam lesões nos olhos. O seu filho deve usar <strong>óculos de Sol</strong> (procure óculos com protecção solar UVA e UVB de 99-100%. As lentes poli carbonadas são as mais resistentes);</p>
<p>- Use <strong>Protector Solar</strong> com factor de protecção (FPS) 30 ou mais<em>;</em> aplique 15 a 30 minutos antes da exposição ao Sol e reaplique de 2/2 horas, sobretudo se for à água ou suar muito;</p>
<p>- Mantenha estes cuidados mesmo em dias nublados!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Nunca se esqueça de hidratar o seu filho oferecendo-lhe água e sumos naturais regularmente.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>             </p>
<p style="TEXT-ALIGN: right">R.P., USF Marginal, Julho 2008</p>
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		<item>
		<title>Gripe A: Mulheres grávidas ou a Amamentar</title>
		<link>http://www.usfmarginal.com/?p=211</link>
		<comments>http://www.usfmarginal.com/?p=211#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 11:31:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saber Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
O que as mulheres grávidas precisam de saber
acerca do novo vírus da gripe A(H1N1)v
 
 
1. E se eu estiver grávida e contrair esta nova gripe? 
As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A(H1N1)v tal como acontece com a gripe sazonal, mas não há evidência que tenham maior probabilidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong></strong> </p>
<p align="center"><strong>O que as mulheres grávidas precisam de saber</strong></p>
<p align="center"><strong>acerca do novo vírus da gripe A(H1N1)v</strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"> </p>
<p><strong>1. E se eu estiver grávida e contrair esta nova gripe? </strong></p>
<p>As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A(H1N1)v tal como acontece com a gripe sazonal, mas não há evidência que tenham maior probabilidade de contrair esta infecção.</p>
<p>Saiba que se ficar doente pode fazer o mesmo tratamento que o resto da população.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>2. O que posso eu fazer para me proteger a mim, ao meu bebé e família?</strong><strong> </strong></p>
<p>Não existe actualmente vacina para esta infecção.</p>
<p>As medidas preventivas são muito importantes.</p>
<p>Siga estes passos para prevenir a propagação de vírus e proteger a sua saúde: </p>
<ul>
<li>Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel sempre que tosse, espirra ou alguém o faz perto de si. Deite o lenço no lixo após a utilização;</li>
<li>Lave frequentemente as mãos, com água quente e sabão, durante 15 a 20 segundos; especialmente depois de um espirro ou tosse. Se utilizar um gel de lavagem de mãos à base de álcool, não adicione água e espalhe o gel nas mãos até que evapore/seque;</li>
<li>Em ambientes muito movimentados, evite tocar nos olhos, nariz e boca, antes de lavar as mãos. O vírus também se propaga deste modo;</li>
<li>Se for indicada a sua utilização, use correctamente as máscaras faciais.</li>
<li>Evite o contacto com pessoas doentes.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>3. Quais os sintomas de gripe A(H1N1)v? </strong> </p>
<p>Os sintomas são parecidos com os da gripe sazonal habitual e incluem o seguinte:           </p>
<ul>
<li>Febre</li>
<li>Tosse</li>
<li>Dores de garganta</li>
<li>Dores musculares</li>
<li>Dores de cabeça</li>
<li>Arrepios e fadiga</li>
<li>Por vezes diarreia e vómitos</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>4. O que devo fazer se ficar doente? </strong> </p>
<ul>
<li>Se teve contacto próximo com alguém infectado com a gripe A, ou que esteja a ser tratado por contacto com o vírus da gripe A(H1N1)v, contacte a Linha “<strong>Saúde 24” (808 24 24 24) </strong>e esclareça se precisa de tratamento.</li>
<li>Se houver casos de gripe A(H1N1)v na sua comunidade preste atenção especial ao seu corpo e ao que está a sentir.</li>
<li>Se sentir sintomas ligeiros de gripe, permaneça em casa<strong>, </strong>limite o contacto com outras pessoas e telefone para a Linha <strong>“Saúde 24” (808 24 24 24)</strong>.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>5. Como é tratada esta gripe? </strong> </p>
<ul>
<li>Trate a febre. Manter a temperatura dentro dos seus valores habituais é muito importante para o seu bebé. O Paracetamol é o melhor tratamento para a febre durante a gravidez e pode ser tomado 1gr de 8/8horas. Se tiver dúvidas pode ligar para a Linha “<strong>Saúde 24” (808 24 24 24)</strong>.</li>
<li>Beba água ou outros líquidos, em abundância para repor os que perdeu por estar com febre.</li>
<li>Os medicamentos antivirais como o Tamiflu® (oseltamivir) ou Relenza® (zanamivir) só devem ser utilizados sob prescrição médica. Não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização destes fármacos.</li>
</ul>
<p> </p>
<p align="center"><strong>O que precisam saber as mulheres que amamentam </strong></p>
<p align="center"><strong>acerca do novo vírus da gripe A(H1N1)v </strong></p>
<p align="center"> </p>
<p><strong>Considerações: </strong>                         </p>
<ul>
<li>As mães não doentes com o vírus da gripe A(H1N1)v, deverão ser encorajadas a iniciar precocemente a amamentação e a amamentar com frequência os seus filhos.</li>
<li>Idealmente os bebés deverão receber sobretudo leite materno. Eliminar a desnecessária substituição com fórmulas para lactentes, ajudará os bebés a adquirir um maior número de anticorpos maternos (Anticorpos são proteínas fabricadas no corpo pelo sistema imunitário que ajudam a combater a infecção).</li>
<li>Os recém-nascidos têm um elevado risco de doença grave com este novo vírus da gripe A(H1N1)v e muito pouco se sabe, ainda, sobre a prevenção da gripe A. Se viável apenas os adultos saudáveis deverão cuidar dos recém-nascidos, inclusive para os alimentar.</li>
<li>O risco de transmissão através do leite é desconhecido. No entanto, os estudos efectuados sobre a presença de vírus no leite humano na gripe sazonal, sugerem que esse risco é raro, pelo que se supõe que a passagem deste vírus no leite seja também pouco provável.</li>
<li>As mulheres doentes com a infecção pelo vírus da gripe A(H1N1)v podem extrair o leite, para recipientes próprios, e solicitar a um membro da família que esteja saudável que o dê ao bebé.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>1. O que posso fazer para proteger o meu bebé deste vírus? </strong> </p>
<ul>
<li>Tenha um cuidado extra em lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, durante 15 a 20 segundos, ou com uma solução alcoólica.</li>
<li>Mantenha o bebé afastado de pessoas doentes.</li>
<li>Limite a permuta de brinquedos com outras crianças sobretudo se os levam à boca.</li>
<li>Lave frequentemente com água e sabão os objectos que o bebé ponha na boca.</li>
</ul>
<p> </p>
<p> <strong>2. Amamentar protege os bebés desta nova gripe? </strong>                         </p>
<ul>
<li>Os bebés não amamentados estão mais vulneráveis à infecção e à hospitalização, por doença respiratória grave, do que os amamentados.</li>
<li>Os recém-nascidos não amamentados têm menor capacidade de se defenderem da infecção pois não dispõem dos anticorpos protectores que passam no leite das mães.</li>
<li>Como se trata de um vírus novo não se conhece ainda a protecção específica para esta situação.</li>
</ul>
<p> </p>
<p> <strong>3. E se Eu estiver doente? Posso amamentar o meu bebé? </strong></p>
<p style="PADDING-LEFT: 30px"><strong>Sim. </strong>O aleitamento materno deve ser apoiado também perante esta doença, porque protege os bebés de infecções respiratórias.            </p>
<ul>
<li>A mãe doente com gripe A(H1N1)v deve ser encorajada a fazer a extracção do seu leite. Durante o período de contágio, o bebé deverá receber o leite que a mãe extraiu, dado por uma pessoa/familiar não doente.</li>
<li>A mãe doente com gripe A(H1N1)v, sem mais ninguém que possa cuidar ou alimentar o seu bebé, é importante reforçar os cuidados: </li>
</ul>
<p style="PADDING-LEFT: 60px">◊ Ter cautela em não tossir ou espirrar a menos de 1 metro do bebé ou para a sua face;</p>
<p style="PADDING-LEFT: 60px">◊ Proteger o nariz e a boca com um lenço quando tosse ou espirra;</p>
<p style="PADDING-LEFT: 60px">◊ Lavar as mãos depois de espirrar ou tossir;</p>
<p style="PADDING-LEFT: 60px">◊ Utilizar máscara quando cuida do bebé. (Substitua-a se a sentir húmida);</p>
<p style="PADDING-LEFT: 60px">◊ Retirar a máscara tocando apenas nos atilhos/elásticos e não na frente (se tocar na parte da frente da máscara deve lavar cuidadosamente as mãos antes de tocar no seu bebé).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>4. Poderei continuar a amamentar se estiver a tomar medicamentos para prevenir ou tratar esta gripe? </strong> </p>
<p style="PADDING-LEFT: 30px"><strong>Sim. </strong>O tratamento ou profilaxia com medicação antiviral não constitui contra-indicação para a amamentação.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>5. Interrompo a amamentação se suspeitar que tive contacto com o vírus da gripe A(H1N1)v? </strong> </p>
<p style="PADDING-LEFT: 30px"><strong>Não. </strong>As mães produzem anticorpos para combater as infecções com as quais entram em contacto e o seu leite fica adequado a debelar as mesmas infecções nos seus filhos. O aleitamento materno ajuda a desenvolver a capacidade do bebé para se defender das doenças infecciosas, deve no entanto utilizar as medidas preventivas anteriormente descritas.</p>
<p> </p>
<p><strong>6. E se o meu bebé ficar doente, posso amamentá-lo? </strong> </p>
<p style="PADDING-LEFT: 30px"><strong>Sim</strong>. O melhor que pode fazer pelo seu bebé doente é manter o aleitamento. Ofereça-lhe a mama com maior frequência.   </p>
<ul>
<li>Os bebés que estão doentes têm maior necessidade de líquidos. O que obtêm quando mamam é superior a qualquer outro, melhor que a água, o sumo ou soluções de reposição hidroelectrolítica, porque também ajuda a proteger o sistema imunitário do bebé.</li>
<li>Se o seu filho está tão doente que não consegue mamar, pode oferecer o seu leite por copo, biberão, seringa ou conta gotas.</li>
</ul>
<p><em>in</em> <a href="http://www.dgs.pt/">www.dgs.pt</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Gripe A : Perguntas e Respostas</title>
		<link>http://www.usfmarginal.com/?p=208</link>
		<comments>http://www.usfmarginal.com/?p=208#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 08:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Doenças e Sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Saber Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Gripe A : Perguntas e Respostas
 
1. O que é o novo vírus da Gripe A(H1N1)v?
O novo vírus da Gripe A(H1N1)v, que apareceu recentemente, é um novo subtipo de vírus que afecta os seres humanos. Este novo subtipo contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da Gripe e apresenta uma combinação nunca antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Gripe A : Perguntas e Respostas</strong></p>
<p> </p>
<p><strong>1. O que é o novo vírus da Gripe A(H1N1)v?</strong><br />
O novo vírus da Gripe A(H1N1)v, que apareceu recentemente, é um novo subtipo de vírus que afecta os seres humanos. Este novo subtipo contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da Gripe e apresenta uma combinação nunca antes observada em todo o Mundo. Em contraste com o vírus típico da gripe suína, este novo vírus da Gripe A(H1N1)v é transmissível entre os seres humanos.</p>
<p><strong>2. Quais os sintomas da doença pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v?</strong><strong><br />
</strong>Os sintomas de infecção pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v nos seres humanos são normalmente semelhantes aos provocados pela Gripe Sazonal:</p>
<ul>
<li>Febre</li>
<li>Sintomas respiratórios (tosse, nariz entupido)</li>
<li>Dor de garganta</li>
<li>Possibilidade de ocorrência de outros sintomas:<br />
- Dores corporais ou musculares<br />
- Dor de cabeça<br />
- Arrepios<br />
- Fadiga<br />
- Vómitos ou diarreia [embora não sendo típicos na Gripe sazonal, têm sido verificados em alguns dos casos recentes de infecção pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v]</li>
</ul>
<p>Em alguns casos, podem surgir complicações graves em pessoas saudáveis que tenham contraído a infecção.</p>
<p><strong>3. Como se infectam as pessoas com o novo vírus da Gripe A(H1N1)v? </strong><br />
O modo de transmissão do novo vírus da Gripe A(H1N1)v é idêntico ao da Gripe Sazonal. O vírus transmite-se de pessoa para pessoa através de gotículas libertadas quando uma pessoa fala, tosse ou espirra. Os contactos mais próximos (a menos de 1 metro) com uma pessoa infectada podem representar, por isso, uma situação de risco. O contágio pode também verificar-se indirectamente quando há contacto com gotículas ou outras secreções do nariz e da garganta de uma pessoa infectada &#8211; por exemplo, através do contacto com maçanetas das portas, superfícies de utilização pública, etc. Os estudos demonstram que o vírus da gripe pode sobreviver durante várias horas nas superfícies e, por isso, é importante mantê-las limpas, utilizando os produtos domésticos habituais de limpeza e desinfecção.</p>
<p><strong>4. Qual é o período de incubação da doença?</strong><strong><br />
</strong>O período de incubação da Gripe A(H1N1)v, ou seja, o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas, pode variar entre 1 e 7 dias.</p>
<p><strong>5. Durante quanto tempo uma pessoa infectada pode transmitir o vírus a outras?</strong><strong><br />
</strong>Os doentes podem infectar (contagiar) outras pessoas por um período até 7 dias, a que se chama período de transmissibilidade ; é, contudo, prudente considerar que um doente mantém a capacidade de infectar outras pessoas durante todo o tempo em que manifestar sintomas.</p>
<p><strong>6. A</strong><strong> doença pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v pode ser tratada? </strong><br />
O novo vírus da Gripe é sensível aos medicamentos antivirais oseltamivir e zanamivir.</p>
<p><strong>7. Qual a melhor forma de evitar a disseminação do vírus, no caso de estar doente?</strong></p>
<ul>
<li>Limite o contacto com outras pessoas, tanto quanto possível</li>
<li>Mantenha-se em casa durante sete dias, ou até que os sintomas desapareçam, caso estes perdurem</li>
<li>Cubra a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, usando um lenço de papel; nunca as mãos!</li>
<li>Utilize lenços de papel uma única vez e coloque-os de imediato no lixo</li>
<li>Lave frequentemente as mãos com água e sabão, em especial após tossir ou espirrar</li>
<li>Pode usar toalhetes descartáveis com soluções alcoólicas</li>
</ul>
<p><strong>8. Qual é a melhor técnica de lavagem das mãos?</strong><br />
Lavar as mãos frequentemente ajuda a evitar o contágio por vírus da gripe e por outros germes. Recomenda-se que use sabão e água, pelo menos durante 20 segundos. Quando tal não for possível, podem ser usados toalhetes descartáveis, soluções e gel de base alcoólica, que se adquirem nas farmácias e nos supermercados. Se utilizar um gel, esfregue as mãos até secarem e não use água.</p>
<p><strong>9. Existe alguma vacina contra o vírus da Gripe A(H1N1)v?</strong><br />
De momento, não existe vacina que proteja as pessoas contra o novo vírus da Gripe A(H1N1)v.</p>
<p><strong>10. A</strong><strong> vacina da Gripe Sazonal é eficaz contra o novo vírus da Gripe A(H1N1)v?</strong><br />
Não há evidência científica, até ao momento, de que a vacina contra a Gripe Sazonal confira protecção contra a Gripe A(H1N1)v</p>
<p><strong>11. O vírus da Gripe A(H1N1)v pode ser transmitido às pessoas através do consumo de carne de porco ou derivados?</strong><br />
Não. O vírus da Gripe A(H1N1)v não é transmitido pela ingestão de carne de porco ou derivados. Esta nova estirpe não foi, até à data, observada em animais e não há indícios de que o vírus tenha entrado na cadeia de produção. Tanto a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, como o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças desconhecem qualquer evidência científica que sugira a possibilidade de transmissão do vírus por consumo de carne de porco e derivados.</p>
<p><strong>12. Qual é a situação da doença na Europa e no resto do Mundo?</strong><br />
A situação a nível mundial está em constante evolução. Para informações mais recentes, consulte o Microsite da Gripe do sítio da Direcção-Geral da Saúde.</p>
<p><strong>13. Que devo fazer para me proteger se tiver de viajar para áreas onde foram identificados casos de Gripe A(H1N1)v? </strong><strong><br />
</strong>Os viajantes devem seguir as precauções gerais de higiene relativamente a infecções respiratórias se viajarem para áreas onde foram detectados casos de infecção pelo novo vírus da gripe:</p>
<ul>
<li>Lave frequentemente as mãos com água e sabão</li>
<li>Evite o contacto próximo com pessoas doentes</li>
<li>Se estiver doente:<br />
- Mantenha a distância de pelo menos 1 m em relação aos outros, para evitar a propagação do vírus<br />
- Permaneça em casa, sempre que possível<br />
- Evite multidões ou grandes aglomerados de pessoas<br />
- Se tossir ou espirrar, proteja a boca e o nariz com um lenço de papel de utilização única ou use o antebraço e não as mãos<br />
- Para se assoar, use lenços de papel de utilização única e coloque-os, de imediato, no lixo<br />
- Lave as mãos com frequência</li>
</ul>
<p><strong>14. Quais os sinais/sintomas a que devo estar atento?  </strong><strong><br />
</strong>Se experimentarem algum dos seguintes sintomas, devem contactar de imediato a Linha Saúde 24 (808 24 24 24):</p>
<ul>
<li>Febre (&gt;38ºC) e dois dos seguintes sintomas:<br />
- Sintomas respiratórios como tosse ou nariz entupido<br />
- Dor de garganta<br />
- Dores corporais ou musculares<br />
- Dor de cabeça<br />
- Fadiga<br />
- Vómitos ou diarreia</li>
</ul>
<p><strong>15. Estamos perante uma nova pandemia de Gripe?</strong><strong><br />
</strong>Uma pandemia de Gripe é uma epidemia à escala mundial, provocada por um novo vírus da gripe que infecta uma grande parte da população. No século XX, houve 3 pandemias deste tipo: em 1918, 1957 e 1968. Em Portugal e nos outros países da Europa foram desenvolvidos, nos anos mais recentes, esforços consideráveis de preparação para uma pandemia, tendo todos os Estados Membros da União Europeia Planos de Contingência Nacionais. Em 11 de Junho de 2009, a Organização Mundial de Saúde elevou para 6 o nível de alerta de pandemia. Esta alteração da Fase 5 para Fase 6 não está relacionada com o aumento da gravidade clínica da doença, mas sim com o crescimento do número de casos de doença e com a sua dispersão a nível mundial. </p>
<p><em>in</em> <a href="http://www.dgs.pt/">www.dgs.pt</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Visita da comissária europeia da Saúde</title>
		<link>http://www.usfmarginal.com/?p=94</link>
		<comments>http://www.usfmarginal.com/?p=94#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 14:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A comissária europeia da Saúde, Androulla Vassiliou visitou no dia 18 de Julho a Unidade de Saúde Familiar Marginal, no âmbito de uma visita que está a efectuar a Portugal .
Durante a visita a Portugal, Androulla Vassiliou tem previsto encontros com a ministra da Saúde, Ana Jorge, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A comissária europeia da Saúde, Androulla Vassiliou visitou no dia 18 de Julho a Unidade de Saúde Familiar Marginal, no âmbito de uma visita que está a efectuar a Portugal .<br />
Durante a visita a Portugal, Androulla Vassiliou tem previsto encontros com a ministra da Saúde, Ana Jorge, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, e a presidente da comissão parlamentar de Saúde, Maria de Belém Roseira.</p>
<p>Durante a visita à USF Marginal observou a forma de organização de uma Unidade de Saúde Familiar, como exemplo da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários  actualmente em curso em Portugal. Deixou expresso no livro de visitas da USF  a forma como apreciou a organização desta unidade de saúde.</p>
<p>Quando questionada pelos jornalistas presente acerca da actual pandemia de Gripe A,  disse que “o importante é que as pessoas tomem medidas. Se tiverem sintomas, não andem por aí a espalhar o vírus. Fiquem em casa e contactem os médicos telefonicamente. É importante as pessoas tomarem medidas como lavar bem as mãos, pôr o lenço à frente da cara sempre que tossirem e evitar locais com grande concentração de pessoas, afirmou, desdramatizando os casos de morte conhecidos e sublinhando que, nestas situações, &#8220;as pessoas tinham outros problemas de saúde&#8221;.</p>
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		<title>Febre</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 20:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Doenças e Sintomas]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é a febre?
A temperatura corporal normal oscila entre 36 e 37 º.
A temperatura do corpo tem ima variação individual, mudando ao longo do dia (ritmo
circadiano). A temperatura atinge o seu ponto mais baixo à noite , dutante o sono, e
sobe gradualmente até atingir o valor máximo por volta das 17 horas. Além da
flutuação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que é a febre?</strong><br />
A temperatura corporal normal oscila entre 36 e 37 º.<br />
A temperatura do corpo tem ima variação individual, mudando ao longo do dia (ritmo<br />
circadiano). A temperatura atinge o seu ponto mais baixo à noite , dutante o sono, e<br />
sobe gradualmente até atingir o valor máximo por volta das 17 horas. Além da<br />
flutuação normal dos seus valores a temperatura também é influenciada pelo exercício<br />
físico, as refeições e as emoções, que a fazem subir.<br />
A febre é uma elevação da temperatura corporal superior a 37.5º  (temperatura<br />
externa, medida na axila ou na virilha) ou 38º (temperatura interna, medida na boca<br />
ou no recto).<br />
Porque a  elevação da temperatura do corpo estimula os mecanismos de defesa do<br />
organismo , a febre pode considerar-se parte da reacção de protecção contra as<br />
infecções ou outros agentes agressores.<br />
A hiperpirexia ou hipertermia grave é uma situação que se caracteriza por uma subida<br />
da temperatura corporal para valores acima dos 41º centígrados , resultante de um<br />
desequilibrio entre a produção e a perda de calor , que atinge principalmente cranças<br />
com menos de dois anos de idade, cujos mecanismos de regulação térmica são ainda<br />
imaturos.<br />
A hiperpirexia é uma situação grave que se pode acompanhar de alteraçãoes<br />
neurológicas e deve ser trarada em meio hospitalar. Para a prevenir toda a criança<br />
com febre alta deve ser adequadmente tratada, com antipiréticos em dose correcta,<br />
administração de líquidos e uso de roupa ligeira em ambiente pouco aquecido.</p>
<p><strong>Causas da febre</strong></p>
<p>A febre é um sintoma que resulta da acção de substâncias diversas, vindas do exterior<br />
ou produzidas no próprio organismo , sobre o centor regulador da temperatura<br />
corporal que se situa numa zona do cérebro chamada Hipotálamo. A estas substâncias<br />
capazes de influenciar o centro termoregulador chamam-se pirogéneos.<br />
A produção de pirogéneos pode resultar de exposição excessiva ao calor ( excesso de<br />
roupa, sobreaquecimento do ambiente, excessiva exposição ao sol), da existência de<br />
uma infecção bacteriana ou viral e de outras situações mais raras como doenças<br />
hormonais ou tumores.<br />
Na criança a febre é um sintoma frequente causado na grande maioria dos casos por<br />
infecções de origem viral ,que são habitualmente doenças auto limitadas, em que a<br />
febre cede ao fim de 3 ou 4 dias sem tratamento específico.<br />
A febre no recém nascido pode resultar do sobreaquecimento do ambiente ( por<br />
exemplo causado pela proximidade de radiadores, permanência em carros aquecidos e<br />
fechados,etc.) ou por excesso de roupa ou coberturas. Isto sucede porque o recém<br />
nascido , tem uma capacidade de sudação diminuída, que o torna mais vulnerável ao<br />
excesso de calor, com aumento da temperatura corporal, desidratação e até o<br />
aparecimento de convulsões e outras alterações neurológicas.</p>
<p><strong>Como medir a febre</strong></p>
<p>A temperatura corporal pode ser medida externamente ( temperatura cutânea medida<br />
na axila ou na virilha ) ou internamente ( temperatura das mucosas medida no recto ,<br />
na boca ou no ouvido).<br />
Nas crianças pequenas deve medir-se a temperatura rectal, usando um termómetro de<br />
ponta curta , porque os outro têm o risco de partir causando lesões.<br />
Para medir a temperatura utiliza-se um termómetro , que pode ser de vidro, com uma<br />
coluna de mercúrio, ou digital.<br />
O termómetro deve ser bem limpo com um algodão embebido em alcool, antes e<br />
depois da cada utilização.<br />
Os termómetros de mercúrio devem permanecer 1 minuto no recto ou 3 minutos na<br />
virilha ou na axila. Os termómetros digitais emitem um sinal sonoro quando a<br />
temperatura corporal máxima é atingida.</p>
<p><strong>Como tratar a febre</strong></p>
<p>Dado o seu papel no controle das infecções só se deve baixar a febre quando esta<br />
ultrapassa níveis que dão mal estar à criança e se podem tornar lesivos para o<br />
organismo. Assim, até 38º de temperatura axilar, ou 38.5 de temperatura rectal, deve<br />
adoptar-se uma atitude vigilante, colocando a criança com roupa ligeira num abiente<br />
pouco aquecido.<br />
São excepção os casos de crianças que sofrem de convulsões febris ( em que é<br />
necessário um controle mais rigoroso e precoce da subida térmica para prevenir um<br />
episódio convulsivo) ou de doenças cardio pulmonares graves ( porque a febre<br />
aumenta o consumo de Oxigénio, num organismo em que a oxigenação normal já está<br />
comprometida).<br />
Os medicamentos usados para baixar a temperatura corporal chamam- se<br />
antipiréticos. Os mais utilizados são o Paracetamol, o Àcido Acetil Salicílico, o<br />
Salicilato de Lisina e o Ibuprofen.<br />
O medicamento de primeira escolha para tratamento da febre nas crianças, por<br />
apresentar menor risco de efeitos secundários, deve ser o Paracetamol ( Ben u ron ,<br />
Panadol, Panasorbe).<br />
O Àcido Acetil Salícilico (Aspirina), e o Salicilato de Lisina ( Aspegic, Lisaspin), só<br />
devem ser utilizados na idade pediátrica sob indicação médica, para exclusão de<br />
determinadas doenças, como a Varicela e a Gripe, em que a administração destes<br />
medicamentos pode originar uma complicação grave chamada Síndrome de Rey.<br />
O Ibuprofen, de actualização actualmente muito vulgarizada, deve ser deve ser<br />
reservado para complemento da terapêutica com Paracetamol, quando este nas doses<br />
aconselhadas não é suficiente para controlar a febre, ou quando é necessário o seu<br />
efeito anti inflamatório adicional. O seu uso no primeiro ano de vida deve ser<br />
cuidadosamente ponderado.<br />
Doses usuais dos antipiréticos:<br />
Paracetamol  &#8211;  20 a 40 mg/kg/dia (dose total) repartido em 3 doses<br />
Lactentes –0 a 12 meses – 125 mg , 1 a 3 vezes por dia  (8 em 8 horas)<br />
Crianças  – 1 a 5   anos   _ 250 mg , 1 a 3 vezes por dia  (8 em 8 horas)<br />
Crianças  _ 6 a 14 anos   _ 500 mg ,  1 a 3 vezes por dia (8 em 8 horas)<br />
O Paacetamol existe na forma de supositórios ( lactente 125 mg, infantil 250 mg e<br />
júnior 500 mg ), xarope (200mg por 5 ml ) e comprimidos (500 mg).<br />
Àcido Acetil Salícilico – 40 60 mg/Kg/dia (dose total) em 3 a 4 tomas por via oral<br />
Não deve ser utilizado na forma de supositórios devido à sua absorção irregular.<br />
Salicilato de Lisina – 25 a 50 mg/Kg/dia (dose total) repartidos em 3 a 4 doses<br />
O Salicilato de Lisina existe em carteiras de pó solúvel em àgua , leite ou sumos, nas<br />
doses de 100mg, 250 mg e 500 mg por carteira.<br />
Ibuprofen – 10 A 20 mg/Kg/dia (dose total) repartidos em 3 tomas diárias<br />
Lactentes _ 6 a 12 meses _ _  colher medida   (2.5ml)     1 a 3 vezes por dia<br />
Crianças   _ 1 a 5 anos     _ 1 colher medida     (5ml)        1 a 3 vezes por dia<br />
Crianças   _ 6 a 14 anos   _ 2 colheres medida  (2x 5 ml)  1 a 3 vezes por dia<br />
O Ibuprofen, o Salicilato de Lisina e o Àcido Acetil Salícilico devem ser utilizados<br />
com precaução nos doentes com asma.<br />
Medidas complementares no tratamento da febre<br />
1. Remoção da roupa ou uso de nroupa ligeira de algodão<br />
2. Colocação da criança num ambiente pouco aquecido<br />
3. Administração de líquidos açucarados para preveir a desidratação e assegurar um<br />
fornecimento adequado de calorias<br />
4. Banho de água tépida ( este recurso só deve ser utilizado se a febre é alta e os<br />
outros meios se mostraram ineficazes para a controlar) , não utilizando nunca<br />
álcool ou água fria que agravam a vasoconstricção cutânea provocando nova<br />
subida térmica.</p>
<p><strong>Quando é que uma criança com febre deve ser observada pelo médico?</strong></p>
<p>1. Quando um recém nascido tem febre deve ser observado pelo médico pois há um<br />
risco maior de a febre estar associada a infecções graves ; no entanto as infecções<br />
do recém nascido também podem surgir sem febre ou com diinuição da<br />
temperatura corporal, devendo ser valorizados outros sinais como recusa<br />
persistente da alimentação, prostração ou a presença de um gemido contínuo.<br />
2. Quando a temperatura é muito elevada e difícil de controlar com os meios usuais.<br />
3. Quando a criança se encontra prostrada e com &#8220;ar de doente&#8221;, mesmo durante os<br />
períodos em que a medicação faz baixar a febre.<br />
4. Quando a febre se associa a sintomas como vómitos persistentes, diarreia ,<br />
manchas na pele ou dificuldade respiratória.<br />
5. Sempre que a febre dura mais que três dias , mesmo na ausência de outros<br />
sintomas associados.</p>
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		<title>Exames periódicos de saúde na adolescência</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 17:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde do Adolescente]]></category>

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		<description><![CDATA[O que são exames periódicos de saúde ?
São exames médicos feitos com uma periodicidade regular a indivíduos sãos para promover e manter a saúde.
Os adolescentes saudáveis necessitam de ser observados periódicamente pelo seu médico ?
Sim. O objectvo dos exames periódicos de saúde na infância e na adolescência é o de acompanhar o crescimento e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que são exames periódicos de saúde ?</p>
<p>São exames médicos feitos com uma periodicidade regular a indivíduos sãos para promover e manter a saúde.</p>
<p>Os adolescentes saudáveis necessitam de ser observados periódicamente pelo seu médico ?</p>
<p>Sim. O objectvo dos exames periódicos de saúde na infância e na adolescência é o de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento, dando informação sobre hábitos saudáveis para promoção da saúde e prevenção da doença, identificar factores de risco e desvios da normalidade para os corrigir e prevenir a deficiência, contribuindo para uma melhoria da qualidade de vida.</p>
<p>Que periodicidade que devem ter as consultas médicas de vigilãncia na adolescência ?</p>
<p>Os adolescentes devem ser observados em consulta de vigilância anualmente.</p>
<p>O que faz o médico numa consulta de vigilância de um adolescente ?</p>
<p>Na consulta de vigilância o médico conversa com o adolescente e eventualmente co os seus pais (nos pacientes mais jovens) sobre os seus comportamentos e estado de saúde, fornecendo informação sobre factores de risco e hábitos de vida saudáveis. À conversa inicial segue-se um exame físico completo, com a determinação da altura e do peso, avaliação da postura para despiste de alterações como a escoliose, observação da boca para identifiação de eventuais cáries ou de outras doenças , auscultação cardio pulmonar, palpação abdominal ,etc. Faz ainda parte do exame periódico de saúde a verificação do estado vacinal do jovem, através da consulta do seu boletim individual de saúde.</p>
<p>Quais são os factores de risco que devem ser avaliados na consulta em conjunto com o adolescente ?</p>
<p>1. Tabagismo</p>
<p>O tabagismo é uma das principais causas de morte ,  pelas doenças que origina (bronquite crónica, cancro do pulmão, doenças cardio vasculares, etc.). Os benefícios do abandono do tabaco estão demonstrados , pelo que os adolescentes que se iniciaram no consumo do tabaco devem ser motivados a deixar de fumar.</p>
<p>2. Consumo de àlcool e outras drogas</p>
<p>Os Portugueses estão entre os principais consumidores de álcool na Europa, e o seu consumo entre as camadas mais jovens tem aumentado nos últimos anos. Os jovens devem na consulta receber informação sobre os riscos desta e de outras dependências , bem como ser orientados para programas de desabituação de drogas quando sofrem de uma toxicodependência. Na consulta o médico estará atento a alterações físicas ou do comportamento que façam suspeitar da existência de um problema deste tipo.</p>
<p>3. Prevenção de acidentes</p>
<p>Os acidentes são a principal causa de morte nesta idade. Por esse motivo, na consulta os jovens devem informados acerca da importância do uso do cinto de segurnça, uso de capacete para andar de bicicleta ou moto, uso de material de protecção adequada quando andar de skate, patins ou trotinetes, riscos da condução sob efeito do álcool, cumprimento das medidas de segurança na prática de desportos radicais, etc.</p>
<p>4. Comportamentos sexuais de risco</p>
<p>Sendo a adolescência o período da vida em que muitas vezes tem início a actividade sexual, deve haver espaço na consulta para abordar temas relacionados com uma vivência saudável da sexulidade, com informação sobre prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez não planeada.</p>
<p>5. Vida sedentária</p>
<p>A falta de exercício físico favorece o aparecimento de doenças na idade adulta, como a hipertensão, a diabetes, e a osteoporose. O médico deve estimular o adolescente a praticar exercício físico , alertando-o para o papel que o exercício tem na prevenção desta doenças e na melhoria do bem estar físico e emocional.</p>
<p>6. Hábitos alimentares incorrectos</p>
<p>Na consulta devem ser abordados os erros alimentares mais frequentes na adolescência, o risco das dietas desequilibradas e a importância da nutrição  para um crescimento harmonioso e prevenção de doenças da idade adulta (como osteoporose , diabetes , excesso de colesterol e hipertensão).</p>
<p>Nos exames periódicos de saúde dos adolescentes há problemas específicos a que o médico deve estar atento ?</p>
<p>Sim. Há problemas que se manifestam na adolescência e que podem ser identificados nos exames de vigilância , tais como a depressão e o risco de suícidio, as alterações do comportamento alimentar (anorexia e bulimia), a disfunção familiar, os maus tratos e abuso sexual e as dificuldasdes de aprendizagem.</p>
<p>Os adolescentes que iniciaram vida sexual necessitam de medidas de vigilância particulares ?</p>
<p>Sim, particularmente no sexo feminino. Todas as adolescentes sexualmente activas devem fazer rastreio de doenças sexualmente transmissíveis, através da realização de exame ginecológico anual e colpocitologia. Aos adolescentes de ambos os sexos com vida sexual activa deve ser reforçado o aconselhamento sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e propostos meios contraceptivos eficazes, para uma vivência responsável da sua sexualidade.</p>
<p>Que vacinas estão indicadas na adolescência ?</p>
<p>Os adolescentes que cumpriram o esquema nacional de vacinação apenas necessitam de fazer entre os onze e os treze anos o reforço da VASPR (vacina contra a papeira, rubéola e sarampo), a vacina contra a hepatite B se a não fizeram anteriormente, e o reforço da vacina antitetânica. Outras vacinas, como a vacina da gripe, só têm indicação em situações particulares, identificadas pelo médico.</p>
<p>Os adolescentes saudáveis, sem factores de risco particulares e sem sintomas de doença, necessitam de fazer análises periódicamente para avaliar o seu estado de saúde ?</p>
<p>Não. Não há evidência de que a realização periódica de análises contribua para uam melhoria do estado de saúde dos adolescentes. O médico poderá ter necessidade de solicitar análises ou outros exames se detectar determinados factores de risco , sintomas de doença ou alterações no exame clínico .</p>
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		<title>Exames periódicos de saúde na mulher</title>
		<link>http://www.usfmarginal.com/?p=64</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 17:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[O que são os exames periódicos de saúde ?
São exames médicos feitos com uma periodicidade regular a indivíduos sãos para promover e manter a saúde.
A partir de que idade se devem fazer exames periódicos de saúde ?
Todas as pessoas devem submeter-se a exames periódicos para vigilância da saúde, apenas variando com a idade e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que são os exames periódicos de saúde ?</strong></p>
<p>São exames médicos feitos com uma periodicidade regular a indivíduos sãos para promover e manter a saúde.</p>
<p><strong>A partir de que idade se devem fazer exames periódicos de saúde ?</strong></p>
<p>Todas as pessoas devem submeter-se a exames periódicos para vigilância da saúde, apenas variando com a idade e o sexo a periodiciade e o conteúdo dos mesmos exames.</p>
<p><strong>Com que periodicidade deve uma mulher adulta saudável ser observada pelo seu médico assistente ?</strong></p>
<p>Uma mulher adulta saudável deve realizar um exame periódico de saúde anual, ou pelo menos de dois em dois anos. No entanto, se faz contracepção oral (se toma a pílula) ou tem um dispositivo intra uterino, deve ser submetida a um ezame ginecológico anual.</p>
<p><strong>O que é que o médico faz durante um exame de vigilância a uma mulher saudável ?</strong></p>
<p>O objectivo dos exames de vigilância , como já foi referido, é promover a saúde. Para isso, o médico procura identificar factores de risco, para que apaciente possa modificá-los evitando o aparecimento de doenças, e propõe a realização de testes de rastreio para diagnosticar as doenças numa fase precoce da sua história natural. Durante a consulta o médico deve fornecer informação sobre os factores de risco, reforçando comportamentos que melhorem a saúde e procurando modificar aqueles que podem originar doenças. O médico terá ainda a preocupação de sensibilizar a paciente para que mantenha as suas vacinas actualizadas , já que esta é outra forma de prevenção..</p>
<p><strong>Nos exames periódicos podemos fazer testes de rastreio para todo o tipo de doenças ?</strong></p>
<p>Não. Os exames feitos para rastreio de doenças que ainda não apresentam sintomas só têm utilidade quando da sua aplicação resultam ganhos em saúde. Para que um teste de rastreio seja eficaz tem de cumprir os seguintes critérios: a doença que se pretende diagnosticar deve ser potencialmente grave e relativamente frequente na população. deve existir um tratamento eficaz cuja aplicação nas fases iniciais da doença melhore a sua evolução. o teste tem de ser aceitável em termos de custos e não ser demasiado incómodo para o paciente, de forma a poder utilizar-se de forma rotineira. As mulheres saudáveis , sem factores de risco específicos, benificiam mais com o aconselhamento sobre comportamentos saudáveis e estilo de vida, do que com a realização indiscriminada de exames de rotina, pois o número de doenças cujo rastreio oferece ganhos em saúde comprovados é relativamente pequeno.</p>
<p><strong>Quais são os principais factores de risco a avaliar num paciente adulto do sexo feminino ?</strong></p>
<p>Os principais factores de risco que o médico deve avaliar e discutir com uma paciente adulta são os seguintes:</p>
<p>tabagismo</p>
<p>O tabaco é um factor de risco comprovado para muitas doenças, como as doenças cardiovasculares, o cancro do pulmão e a bronquite crónica. Na mulher que toma a pílula é um factor de risco adicional aumentando a possibilidade de complicações circulartórias. Deixar de fumar, mesmo quando já há doenças causadas pelo tabaco, traz sempre benefícios para a saúde. abuso de alcool e outras drogas São conhecidos os efeitos do abuso de drogas e as doenças que podem ser causadas pelo consumo excessivo de álcool. Na mulher o consumo excessivo de álcool tem , para além das consequências sobre o seu organismo, um efeito prejudicial sobre o feto em desenvolvimento ao qual pode causar malformaçáos (fetopatia alcoólica).</p>
<p>hábitos alimentares</p>
<p>A nutrição adequada é uma forma importante de prevenir doenças como certos tipos de cancro, hipertensão, diabetes, etc. No caso particular da mulher,  que após a menopausa tem uma perda mais acelerada de massa óssea que leva à osteoporose, uma alimentação adequada pode contribuir para para um investimento em &#8220;osso de boa qualidade&#8221; durante a juventude, diminuindo o número de complicações na velhice.</p>
<p>vida sedentária</p>
<p>A vida sedentária dos nossos dias é uma das causas do aumento de doenças cardivsculares nos países ocidentais. A prática de exercício físico , alem de ajudar a manter um corpo estéticamente agradável , contribui para o equílibrio mental e prevenção de doenças como a hipertensão, a diabetes, a osteoporose e a doença coronária.</p>
<p>_comportamentos sexuais de risco</p>
<p>A vivência da sexualidade de forma responsável e segura é um contibuto importante para a saúde dos homens e das mulheres, evitando as gravidezes indesejadas e as doenças cuja transmissão está ligada ao sexo, como a sida, a síflís , o herpes genital, etc.</p>
<p>acidentes de viação e acidentes de trabalho</p>
<p>Os acidentes, particularmente os acidentes de viação, são uma causa importante de mortalidade e de deficiência. Uma parte destas mortes pode ser evitada se forem cumpridas regras básicas de segurança, como o uso de cinto de segurança. Também no trabalho há factores de risco que podem ser evitados se forem utilizados mecanismos protectores adequados.</p>
<p><strong>Há diferenças entre o tipo de rastreios a efectuar nos exames de vigilância consoante o sexo do paciente ?</strong></p>
<p>Sim. Embora haja rastreios comuns aos dois sexos, como o rastreio da hipertensão, há outros que são específicos do sexo, como sucede com o rastreio do cancro da próstata para os homens e o rastreio do cancro da mama ou do colo do útero na mulher. Além disso, nas consultas de vigilância da mulher, são abordados questões específicas relacionadas com o ciclo menstrual,  a preparação da gravidez, a perimenopausa e a menopausa. Assim, as mulheres que planeiam engravidar devem ser aconselhadas a tomar um suplemento de ácido fólico , pelo menos desde um mês antes da concepçãon até ao fim do primeiro trimestre de gravidez, para prevenção de malformaçoes do feto</p>
<p>(anomalias do tubo neural ).</p>
<p>Em relação às mulheres na peri menopausa, devem ser informadas sobre os riscos e benefícios da terapêutica hormonal de substituição.</p>
<p><strong>Quais são as doenças cujo rastreio é comprovadamente útil na mulher adulta, e de que forma deve ser feito esse rastreio?</strong></p>
<p>1. Hipertensão arterial</p>
<p>A hipertensão arterial é um factor de risco cardiovascular perfeitamente estabelecido e a sua frequência é elevada afectando cerca de 20 % da população adulta nos países ocidentais. A medição da tensão arterial deve ser feita periodicamente a partir dos dezoito anos, bastando uma medição anual nos indíviduos normotensos ( que apresentam valores normais da tensão arterial).</p>
<p>2. Hipercolesterolémia</p>
<p>A hipercolesterolémia, a hipertensão arterial e o tabagismo são os três principais factores de risco de doença cardiovascular. Na ausência de história familiar, o rastreio da hipercolesterolémia deve ser feito a partir dos trinta e cinco anos, já que as mulheres . Este rastreio é feito através de uma análise de sangue (doseamento do colesterol) , a realizar de quatro em quatro anos se o resultado encontrado é normal.</p>
<p>3. Cancro do colo do útero</p>
<p>O rastreio do cancro do colo do útero deve ser feito a todas as mulheres com vida sexual activa e que tenham útero. O rastreio faz-se através da observação ginecológica com realização de colpocitologia anual durante três anos seguidos, podendo a colpocitologia passar a fazer-se de três em três anos se as anteriores forem normais e não existirem factores de risco. As mulheres que tomam a pílula têm indicação para fazer a colpocitologia todos os anos.</p>
<p>4. Cancro da mama</p>
<p>O cancro da mama é a doença oncológica mais frequente na mulher, em particular na5ª década de vida, embora possa aparecer tanto em mulheres jovens como nas idosas. A detecção precoce do cancro da mama contribui para uma diminuição significativa da mortalidade por esta doença. A observação da mama deve fazer parte dos exmes de vigilância. A realização de auto palpação da mama ( observação e palpação da mama mensalmente, após o período menstrual) pode ajudar a detectar lesões já palpáveis, mas não há evidência de que este exame diminua a mortalidade por cancro da mama. A realização de uma mamografia de base a partir dos quarenta anos deve ser proposta às mulheres sem factores de risco, nomeadamente história familiar de cancro da mama. Entre os cinquenta e os sessenta e cinco anos todas as mulheres devem ser submetidas a exame clínico e fazer uma mamografia anual.</p>
<p><strong>Há outras doenças cujo rastreio pode ser aconselhado , embora ainda não esteja claramente estabelecido o seu benefício ?</strong></p>
<p>Sim. O rastreio do cancro do cólon e recto, embora indicado por algumas organizações científicas , é ainda objecto de controvérsia quanto aos resultados atingidos em termos de redução da mortalidade e melhoria da qualidade de vida. O rastreio do cancro do cólon e recto deve ser feito através da realização anual  de uma análise de fezes (pesquisa de sangue oculto nas fezes), e de um exame endoscópico da porção terminal do intestino (rectosigmoidoscopia) repetido a um intervalo de três a cinco anos. Embora não haja consenso quanto à utilidade deste rastreio na população em geral, está comprovado que diminui a mortalidade quando é aplicado a indíviduos que apresentam uma história familiar de cancro do cólon e recto, ou outros factores de risco para esta doença.</p>
<p><strong>Há testes de rastreio que devem ser propostos a indíviduos com factores de risco específicos ?</strong></p>
<p>Sim. Por exemplo , a tuberculose, as doenças sexualmente transmíssiveis incluindo a sida e a síflis, e outras doenças, não devem ser rastreadas em todos os indíviduos adultos, por não haver vantagem nisso, mas apenas quando o médico identifica factores de risco individuais.</p>
<p><strong>Quais são as vacinas que as mulheres adultas devem actualizar periódicamente ?</strong></p>
<p>A vacina que os indíviduos adultos devem manter actualizada é a vacina anti tetânica, que tem de ser efectuada de dez em dez anos para que haja imunidade contra o tétano. Há outras vacinas que estão indicadas quando existem factores de risco, como por exemplo a vacina contra a gripe, cuja administração anual se aconselha aos indíviduos com mais de sessenta e cinco anos e àqueles que sofrem de doenças crónicas.</p>
<p><strong>Que tipo de exames são desnecessários nos exames periódicos de saúde , na ausência de sintomas ou factores de risco específicos ?</strong></p>
<p>Há uma série de exames que não trazem ganhos em saúde quando realizados &#8220;por rotina&#8221;, na ausência de factores de risco ou de suspeita médica de doença . Entre estes exames estão as análises de sangue e urina realizadas de forma indiscriminada, o electrocardiograma na ausência de factores de risco ou suspeita de  doença cardíaca, os exames radiológicos aos pulmões para despiste de cancro do pulmão ou tuberculose a pacientes que não têm sintomas e não são de risco, etc.</p>
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		<title>Quedas no idoso</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 16:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde do Idoso]]></category>

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		<description><![CDATA[As quedas, embora aconteçam em qualquer idade, são mais frequentes nas idades extremas da vida (até aos cinco anos e depois dos sessenta e cinco anos). Sendo uma causa frequente de ida ao serviço de urgência nestes grupos etários, têm no entanto uma gravidade acrescida no grupo dos idosos, justificando o seu internamento com muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As quedas, embora aconteçam em qualquer idade, são mais frequentes nas idades extremas da vida (até aos cinco anos e depois dos sessenta e cinco anos). Sendo uma causa frequente de ida ao serviço de urgência nestes grupos etários, têm no entanto uma gravidade acrescida no grupo dos idosos, justificando o seu internamento com muito maior fequência que nas crianças e representando a causa mais importante de mortalidade por acidente depois dos setenta e cinco anos.</p>
<p><strong>Porque é que as quedas são frequentes no idoso ?</strong></p>
<p>As quedas são mais frequentes no idoso devido a alterações relacionadas com o envelhecimento, tais como as doenças degenerativas dos ossos e articulações, a deficiente irrigação cerebral e a diminuição das capacidades audititivas e visuais.</p>
<p><strong>Existem factores de risco que aumentam a frequência das quedas no idoso ?</strong></p>
<p>Sim. A coexistência de factores de risco, como a depressão associada ao isolamento social, a polimedicação ,o uso de determinados medicamentos como tranquilizantes e sedativos, ou as condições de habitação do idoso, aumenta a probabilidade de ocorrência de quedas.</p>
<p><strong>Quais são as principais causas de queda no idoso ?</strong></p>
<p>As principais causas de queda no idoso são acidentais e devem-se à inexistência de condiões de segurança no local de residência (degraus gastos, soalhos encerados e escorregadios, irregularidades no pavimento, tapetes soltos, mobiliário inadequado, banheiras sem tapete e sem apoios, escadas sem corrimão, objectos colocados em locais altos e de difícil acesso, etc.). As alterações da marcha, com diminuição da força muscular, rigidez articular e dor associada ao desgaste das articulações, as alterações do equilíbrio por diminuição da sensibilidade postural e por diminuição da circulação cerebral e do labirinto (órgão do equilíbrio localizado no ouvido interno), e as alterações da visão e audição, são algumas das alterações próprias do envelhecimento que podem contribuir para as quedas no idoso. Algumas destas alterações são agravadas pelo isolamento social,  pois o desinteresse e apatia levam o idoso a alimentar-se mal e a sair pouco, aumentando a atrofia muscular e as dificuldades de locomoção. Os quadros de confusão mental e de demência , que podem ser confundidos com estados depressivos ou agravados por estes, são também causa de comportamentos inadequados que podem originar quedas. As quedas podem também ser provocadas por doenças que, não sendo causadas apenas pelo envelhecimento, são mais frequentes nesta idade. Incluem-se neste grupo as arritmias cardíacas, as quedas da tensão arterial que surgem com as mudanças bruscas de posição, a epilepsia e outras doenças neurológicas, a diabetes, etc. A polimedicação (uso de um número excessivo de medicamentos) , o uso de certos medicamentos ou a toma incorrecta dos mesmos devido a confusão mental e a perturbações da memória, são também causa importantes de queda no idoso. Ao referir o abuso de substâncias devemos ter presente que muitas das quedas se devem a consumo excessivo de àlcool. Mais raramente as quedas resultam de situações agudas, como a Pneumonia, o Infarte de Miocárdio ou um Acidente Vascular Cerebral.</p>
<p><strong>Quais são as consequências das quedas no idoso ?</strong></p>
<p>As quedas no idoso têm habitualmente consequências mais graves que nos outros grupos etários, quer a nível físico, quer a nível psicológico. A nível físico as consequências mais graves são os traumatismos craneanos, as fracturas e as luxações (deslocação das articulações). Uma das situações mais frequente e grave é a fractura do colo do fémur (fractura da anca ), que ocorre quase sempre depois dos setenta anos, e que resulta em mais de 90 % dos casos de uma queda. A fractura do colo do fémur, além de levar a longos períodos  de hospitalização (com elevados custos económicos ), tem complicações frequentes resultantes da imobilização prolongada, sendo uma causa importante de mortalidade e de diminuição da qualidade de vida. As consequências psicológicas das quedas no idoso, sobretudo se se trata de uma queda grave ou de quedas repetidas, são a diminuição da autonomia, devido ao receio de cair, a autolimitação das actividades sociais e a necessidade ,sentida pelo próprio ou pelos familiares , de internamento em instituição de terceira idade. O medo de cair e o aumento da dependência, vão condicionar uma maior imobilidade com agravamento dos deficits funcionais, num ciclo vicioso que potencia  o risco de novas quedas.</p>
<p><strong>Qual é o papel do médico na prevenção das quedas do idoso ?</strong></p>
<p>A contribuição do médico para prevenção das quedas no idoso assenta em primeiro lugar na identificação dos factores de risco, para correcção dos que são passíveis de ser corrigidos. O médico deverá conhecer a casa do idoso , sugerindo as modificações necessárias para adaptação do ambiente domociliário às alterações do envelhecimento. O médico procurará ainda resolver ou atenuar os problemas de saúde que estão na origem das quedas, evitando a polimedicação, pelo risco que esta em si representa para um organismo mais sensível aos efeitos tóxicos dos medicamentos. Na impossibilidade de resolver todos os problemas de saúde, o médico tem ainda um papel importante no envolvimento da família e/ou da rede de suporte social do idoso, procurando mantê-lo tão autónomo quanto possível, criando respostas para as limitações próprias do envelhecimento e evitando a quebra dos laços familiares e o isolamento.</p>
<p><strong>Como pode a família contribuir para prevenir as quedas do idoso ?</strong></p>
<p>Os familiares têm um papel importante na prevenção das quedas do idoso. São eles que melhor podem contribuir para manter o idoso activo, autónomo, embora apoiado nas tarefas que o envelhecimento dificulta (como certas tarefas domésticas). Podem acompanhá-lo ao médico e ajudá-lo na toma dos medicamentos se já apresenta alterações significativas da memória ou do racíocinio ( há nas farmácias caixas que possibilitam a preparação prévia da medicação a fazer diáriamente). Devem estar atentos às condições de segurança, resolvendo atempadamente as &#8220;armadilhas &#8221; que representam pequenos obstáculos dentro da casa . A disponibilidade da família e a sua colaboração com o médico são a melhor forma de prevenção das quedas no idoso , assim como de lidar com este problema quando ele está instalado.</p>
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		<title>Tuberculose</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 13:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Doenças e Sintomas]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é a tuberculose? Em 1882 Robert Koch isolou pela primeira vez o agente causador da doença, o Mycobacterium tuberculosis, também chamado bacilo da tuberculose ou bacilo de Koch (BK), pertencendo à família das micobactérias. Este é o agente da tuberculose, uma doença infecciosa que se transmite por via inalatória.
Quantos são os doentes com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que é a tuberculose? </strong>Em 1882 Robert Koch isolou pela primeira vez o agente causador da doença, o Mycobacterium tuberculosis, também chamado bacilo da tuberculose ou bacilo de Koch (BK), pertencendo à família das micobactérias. Este é o agente da tuberculose, uma doença infecciosa que se transmite por via inalatória.</p>
<p><strong>Quantos são os doentes com tuberculose em Portugal e no resto do mundo? </strong><br />
A tuberculose tem estado presente durante todo o desenvolvimento da humanidade. Após ter sido considerada sob controlo, a tuberculose ressurgiu em meados da década 80 de forma preocupante. O aumento dramático do número de casos da doença ficou a dever-se, em parte, à dessiminação do vírus da Síndroma de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e a outros factores, mais importantes entre nós, como o empobrecimento das populações, os movimentos migratórios, a toxicodependência e as políticas de desinvestimento na luta anti-tuberculosa.</p>
<p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um terço da população mundial está infectada com o bacilo da tuberculose. Só no ano 2002 surgiram mundialmente cerca de 9 milhões de novos casos de tuberculose e no mesmo período morreram quase 2 milhões de pessoas devido à doença. Em cada segundo uma pessoa no mundo é infectada de novo com o bacilo da tuberculose. Embora represente um problema global, a tuberculose é mais comum nos países mais pobres e de piores condições médico-sanitárias. Os países africanos e do sudeste asiático são os mais atingidos. Em Portugal, a incidência foi de 34 por cada 100.000 habitantes no ano 2003, o que se aproximou dos países do Leste Europeu.</p>
<p><strong>Como se transmite a tuberculose? </strong><br />
A tuberculose transmite-se por via inalatória. Quando um doente com tuberculose pulmonar respira, fala, tosse ou espirra pode libertar para o ar grandes quantidades de bacilos. Estes têm a capacidade de permanecer em suspensão no ar, durante várias horas. Quando inaladas por outro indivíduo, durante a inspiração, estas partículas de pequeno tamanho, que contêm um ou mais bacilos, depositam-se nos pulmões. As partículas maiores são retidas no nariz e na traqueia e são eliminadas juntamente com a expectoração.</p>
<p><strong>Qual é a diferença entre tuberculose latente e tuberculose doença? </strong><br />
Quando os bacilos inalados durante a inspiração alcançam e se depositam nos pulmões, pode ocorrer uma das três seguintes situações:</p>
<p>1. O indivíduo que inalou os bacilos consegue eliminá-los dos pulmões através das suas defesas naturais;<br />
2. O bacilo ultrapassa e vence as barreiras naturais, causando o aparecimento de sintomas – <strong>tuberculose doença</strong>;<br />
3. Após a inalação dos bacilos, estes podem permanecer inactivos no interior do organismo por longos períodos de tempo – <strong>tuberculose latente</strong>. Isto significa que o indivíduo se encontra infectado pelo bacilo mas não tem sintomas, não se encontrando doente.</p>
<p>A probabilidade de ficar infectado depende sobretudo do número de bacilos e do tempo de exposição aos mesmos. Estima-se que cerca de 10 em cada 100 pessoas infectadas vêm a desenvolver sintomas ao longo da vida – tuberculose doença. Isto acontece particularmente nos dois primeiros anos que se seguem ao contágio e infecção e em determinadas condições que tornam as pessoas mais susceptíveis: extremos etários (crianças e idosos), desnutrição, infecção pelo vírus da SIDA, diabetes, cancro e medicação que comprometa as defesas naturais, por exemplo, quimioterapia ou o uso prolongado de corticóides.</p>
<p><strong>Só os pulmões são atingidos pela doença? </strong><br />
O contacto do bacilo com o organismo é feito por via inalatória, sendo o pulmão o principal órgão atingido pela doença – <strong>tuberculose pulmonar</strong>. No entanto, outros órgãos podem também ser afectados, tal como os gânglios linfáticos, pleura, meninges, pericárdio, ossos, fígado e intestinos, entre outros, designando-se esta situação por <strong>tuberculose extra-pulmonar</strong>. Nos casos mais graves, quando o bacilo atinge a circulação sanguínea, todo o organismo pode ser atingido e surgir <strong>tuberculose disseminada</strong>. Estas duas formas de tuberculose são mais comuns em doentes com as defesas naturais (imunidade) diminuídas.</p>
<p><strong>Todos os doentes com tuberculose são contagiosos? </strong><br />
Não, apenas os doentes com tuberculose pulmonar que eliminem o bacilo para o ar durante a tosse, o espirro, a respiração ou a falar e que se designam por bacilíferos, ou seja, com presença de bacilos na expectoração. Este facto ocorre com maior frequência na tuberculose com formação de cavernas nos pulmões. Pelo contrário, as formas de tuberculose extra-pulmonar não são contagiosas.</p>
<p><strong>As pessoas que convivem com um doente tuberculoso podem ficar doentes? </strong><br />
Sim. Quanto maior o tempo e a intimidade da convivência, maior será a probabilidade de contágio. O risco de tuberculose latente e tuberculose doença é maior em áreas com grande densidade populacional, espaços fechados e mal ventilados e precárias condições sócio-económicas.</p>
<p><strong>Como é possível prevenir o contágio? </strong><br />
O uso de máscara quer pelo doente bacilífero, quer pelos conviventes próximos diminui a probabilidade de contágio, uma vez que limita o número de bacilos que são libertados para o ar e impede a sua inalação. O bacilo da tuberculose é muito sensível à acção dos raios ultravioleta presentes na luz do sol. Mantendo um determinado local arejado e exposto à luz solar, diminui-se o número de bacilos no ar.</p>
<p>Não é necessário nem eficaz separar a louça ou os alimentos do doente com tuberculose pois a doença não se transmite desta forma. As relações sexuais favorecem o contágio da tuberculose pela proximidade com o doente, ainda que não sejam causa directa de infecção. De igual modo, o contacto com sangue de um doente não é causa de contágio. A melhoria das condições de higiene, habitação e nutrição das populações, o reconhecimento e o tratamento precoce dos doentes com tuberculose são os principais requisitos para a prevenção do contágio.</p>
<p>A vacina BCG (bacilo de Calmette-Guérin), administrada no primeiro mês de vida, embora não evite o contágio e desenvolvimento da doença, previne as suas formas mais graves, sobretudo nas crianças e idosos. Todos os recém nascidos devem por isso, ser vacinados. A vacina é administrada por injecção intradérmica habitualmente no braço esquerdo. Cerca de duas semanas após a vacinação surge na zona da picada una reacção que evolui para a formação de uma pequena cicatriz visível.</p>
<p><strong>Como é feito o rastreio de tuberculose? </strong><br />
A tuberculose é um importante problema de saúde pública. O controle da tuberculose latente e a redução de novos casos de tuberculose doença depende, em grande parte, do rastreio que deve ser realizado de forma sistemática a todos os contactos próximos dos doentes. Entende-se por contactos próximos,as pessoas que convivem diariamente com o doente, em particular, os que vivem na mesma casa ou privem com ele.</p>
<p>O rastreio consiste na observação dos contactos em consulta e avaliação da presença de sintomatologia suspeita de tuberculose. A todos eles deve realizar-se <strong>radiografia de tórax </strong>(ou microradiografia) e <strong>prova tuberculínica</strong> (também designada prova de Mantoux). A <strong>prova tuberculínica</strong> consiste na injecção intradérmica na face anterior do antebraço, de uma solução contendo uma fracção de proteína tuberculínica purificada (PPD), procedendo-se à medição da área de induração às 72 horas.</p>
<p>Nos indivíduos com imunidade normal, considera-se um teste positivo para uma induração superior a 15 milímetros. Estes resultados devem ser registados no Boletim Individual de Vacinas e confrontados com resultados de provas tuberculínicas realizadas anteriormente. Nos casos em que existe uma prova tuberculínica anteriormente negativa e se obtém uma prova positiva, significa que no intervalo de tempo entre as duas provas houve contacto com o bacilo, que pode ter resultado em tuberculose latente ou até mesmo, em tuberculose doença. Esta situação designa-se <strong>viragem tuberculínica</strong>.</p>
<p><strong>Quem deve ser rastreado? </strong><br />
Para além dos contactos próximos dos doentes com tuberculose, dever-se-á manter o esforço no rastreio dos indivíduos com factores de risco epidemiológico para o desenvolvimento da doença, nomeadamente, em indivíduos toxicodependentes, nas comunidades emigrantes e nas prisões. Também a todos os doentes com diagnóstico recente de infecção pelo vírus da SIDA, deve ser feito o rastreio de tuberculose. Os profissionais de saúde, pelo risco de exposição, integram o grupo a rastrear.</p>
<p><strong>Quais são as queixas de um doente com tuberculose? </strong><br />
Na maioria dos casos, as queixas não são inicialmente valorizadas, pois são inespecíficas perpetuando-se e agravando-se ao longo do tempo, de forma indolente. Na tuberculose pulmonar as queixas principais são cansaço fácil, perda de apetite, fraqueza, emagrecimento, suores nocturnos, febre habitualmente baixa de predomínio vespertino e tosse persistente frequentemente acompanhada por expectoração que pode conter sangue (expectoração hemoptóica). Na tuberculose extra-pulmonar existem queixas muito variadas, dependentes do órgão atingido.</p>
<p><strong>Como se diagnostica a tuberculose? </strong><br />
O diagnóstico definitivo de tuberculose é bacteriológico, exigindo a identificação do agente &#8211; Mycobacterium tuberculosis – nos tecidos ou líquidos biológicos (expectoração, secreções brônquicas, suco gástrico, líquidos pleural, ascítico, pericárdico, líquor, pus, urina, sangue ou fezes) atingidos pela doenças. Num doente com suspeito clínica de tuberculose doença cada produto biológico colhido é analisado ao microscópio, sendo efectuado um exame bacteriológico directo com a coloração de Ziehl-Nielsen que permite a detecção imediata de micobactérias.</p>
<p>Procede-se posteriormente, ao exame bacteriológico cultural que permite não só esclarecer se a micobactéria é, de facto, o Mycobacterium tuberculosis, como possibilita a obtenção do padrão de sensibilidade aos medicamentos usados no tratamento da doença (antibacilares), o que é fundamental na definição da terapêutica. O principal problema do exame cultural é a morosidade do resultado (2 a 6 semanas), que resulta do crescimento lento das micobactérias. Existe um meio de cultura – meio de BATEC – que encurta o tempo necessário para o diagnóstico (2 semanas), pois possui condições óptimas para o crescimento do agente.</p>
<p>Mais recentemente têm sido desenvolvidas técnicas de biologia molecular – técnica de PCR (Polymerase Chain Reaction) – que permitem a identificação de sequências de material genético (DNA/RNA) do Mycobacterium tuberculosis, tornando possível o diagnóstico em 24 horas. As principais desvantagens deste método prendem-se com os elevados custos e com o facto de não permitirem a obtenção do perfil de sensibilidade aos antibacilares. Para obter o diagnóstico, é por vezes necessário recorrer à realização de biopsias de um ou vários órgãos e submetê-las ao exame bacteriológico directo e cultural acima descrito, e também, ao exame anatomo-patológico.</p>
<p>A tuberculose pulmonar, pleural, meníngea e disseminada, são formas de doença de notificação obrigatória, o que significa que todos os novos casos diagnosticados devem ser comunicados oficialmente por escrito ao médico que fez o diagnóstico, para conhecimento da incidência e da eficácia das medidas de controlo da doença.</p>
<p><strong>Como se faz o diagnóstico de tuberculose pulmonar/pleuro-pulmonar? </strong><br />
A hipótese diagnostica de tuberculose pulmonar deve ser colocada sempre que o doente apresente um quadro clínico sugestivo (ver queixas do doente com tuberculose). Perante a suspeita da doença, deve realizar-se a <strong>radiografia de tórax</strong>. É importante a comparação com radiografias torácicas anteriores, para melhor caracterização de alterações pulmonares de aparecimento recente ou modificação recente de alterações previamente existentes.</p>
<p>Na presença de tosse com expectoração, devem ser efectuados<strong> exames bacteriológicos de expectoração</strong>. Devem ser colhidas três amostras, preferencialmente de manhã, em jejum, em três dias consecutivos. Na ausência de expectoração, deve ser ponderada a realização de <strong>boncofibroscopia</strong>, um exame que permite a observação directa dos brônquios e a recolha de secreções brônquicas para estudo bacteriológico.</p>
<p>Nas situações em<strong> </strong>que coexiste tuberculose pulmonar e pleural (vulgo, pleuresia), constata-se na radiografia presença de derrame pleural (“líquido no pulmão”). Sempre que tecnicamente possível, deve ser realizada punção torácica para colheita de líquido e realização de biopsia pleural para exame bacteriológico e anatomo-patológico. A <strong>prova tuberculínica</strong>, pode também ser útil, sobretudo quando existem registos anteriores. Idealmente, é após confirmação diagnostica que se inicia tratamento. Iniciá-lo sem confirmação deve ser exclusivamente decidido pelo médico assistente e em situações muito particulares.</p>
<p><strong>Quais são as alterações radiológicas sugestivas de tuberculose? </strong><br />
A tuberculose é frequentemente chamada a “grande enganadora”, dado que pode originar uma enorme variedade de padrões radiológicos, não havendo alterações que, de certeza, permitam fazer o diagnóstico. No entanto, as alterações mais sugestivas são aquelas em que existe atingimento dos lobos superiores do pulmão, frequentemente com cavitações (áreas de destruição pulmonar, habitualmente conhecidas como cavernas).</p>
<p><strong>Onde é feito o diagnóstico, rastreio e tratamento da tuberculose? </strong><br />
A tuberculose deve ser uma preocupação de todos os profissionais de saúde, que estão empenhados no seu rápido e correcto diagnóstico, como medida fundamental no controle da doença em termos de saúde pública. Em Portugal, o seguimento dos doentes com tuberculose, o rastreio de conviventes e o tratamento da doença é feito preferencialmente nos Centros de Diagnóstico Pneumológico (CDP`s), espalhados por todo o país.</p>
<p>O médico de família faz a avaliação inicial do doente, referenciando-o ao CDP da área de residência ou a um serviço hospitalar de Pneumologia, caso considere necessário. A maioria dos casos de tuberculose é tratada em regime de ambulatório, sem necessidade de internamento. O internamento deve ser proposto sempre que as condições clínicas o exigem, pela gravidade da doença e/ou mau estado geral do doente e nos bacilíferos sem condições sociais/psicológicas para restrição do contágio ou cumprimento da medicação prescrita.</p>
<p>Todos os doentes são preferencialmente tratados em regime de <strong>toma observada directamente (TOD) </strong>, o que significa que o doente se dirige diariamente ao CDP para administração da terapêutica. A TOD permite não só a confirmação do rigoroso cumprimento da medicação, como a avaliação dos efeitos secundários da mesma.</p>
<p><strong>Como é feito o tratamento da tuberculose? </strong><br />
O factor mais importante no tratamento da tuberculose é o rigoroso cumprimento da medicação prescrita pelo médico. O não cumprimento da mesma favorece o aparecimento das resistências das micobactérias aos antibacilares. A isoniazida, a rifampicina, a pirazinamida e o etambutol são os antibacilares mais frequentemente utilizados no tratamento da tuberculose sendo abrangidos por antibacilares de 1ª linha. Todos estes medicamentos são administrados por via oral (comprimidos) e fornecidos gratuitamente no CDP.</p>
<p>O tratamento deve ser iniciado com quatro ou cinco antibacilares que se mantêm por um período mínimo de dois meses, seguido do tratamento com dois antibacilares durante um período mínimo de quatro meses. No total, a duração mínima do tratamento são seis meses, embora a duração seja decidida caso a caso, pelo médico assistente, em função da gravidade e evolução clínica da doença, podendo atingir os 24 meses de terapêutica. É fundamental o rigoroso cumprimento da terapêutica, sob pena de se criarem resistências aos antibacilares e se comprometer a terapêutica e possibilidade de cura da tuberculose.</p>
<p>Quanto ao perfil de sensibilidades da micobactéria aos antibacilares mostra resistências aos fármacos em curso, a terapêutica deve ser alterada para antibacilares de 2ª linha, de acordo com o referido teste de sensibilidades. Os antibacilares de 2ª linha (estreptomicina, claritromicina, levofloxacina, amicacina, cicloserina, etç) são mesmos eficazes e têm uma maior número de efeitos secundários, o que reforça a necessidade do rigor no cumprimento terapêutico.</p>
<p>Falamos da presença de <strong>tuberculose multirresistente</strong> sempre que o perfil de sensibilidades aos antibacilares mostra resistência à isoniazida e rifampicina. A tuberculose multirresistente é em regra, mais grave, obrigando sempre à utilização de antibacilares de 2ª linha. Nos casos de tuberculose latente deve ser feito tratamento com antibacilares, em menor número (habitualmente um a três antibacilares) e durante menos tempo (dois a seis – nove meses), com o objectivo de prevenir o desenvolvimento de tuberculose doença no futuro.</p>
<p>Nos indivíduos com depressão da imunidade (sem infecção) e nas crianças com idade inferior a seis anos em contacto próximo com doentes bacilíferos, deve ser feita quimioprofilaxia primária, com vista a prevenir a infecção. Este tratamento é decidido caso a caso pelo médico assistente, sendo habitualmente feito com isoniazida e mantido enquanto persistir a depressão da imunidade ou o contacto com o doente bacilífero.</p>
<p><strong>O tratamento tem efeitos secundários? </strong><br />
Os fármacos utilizados no tratamento da tuberculose são bem tolerados na maioria dos casos. O efeito secundário mais frequente é a intolerância gastro-intestinal. Mais raramente, podem surgir efeitos mais graves como: reacções alérgicas cutâneas, efeitos tóxicos sobre o fígado, aumento do ácido úrico, alterações sanguíneas, como anemia ou a redução do número de plaquetas e dores articulares. Alguns dos fármacos podem ainda originar alterações visuais (por lesão do nervo óptico) ou perda de acuidade auditiva podendo conduzir à surdez (ototoxicidade).</p>
<p>A rifampicina, usada na maioria dos esquemas terapêuticos, confere uma colaboração alaranjada à urina, fezes, lágrimas e outros líquidos biológicos, o que normal. Existem interacções entre o antibacilares e outros medicamentos, nomeadamente a pílula anticoncepcional, os anti-diabéticos orais, ao anti-epilépticos, etç. Dada a interacção com a pílula, todas as mulheres em idade fértil sob tratamento da tuberculose devem usar outros métodos anti-conceptivos.</p>
<p>No caso de doentes toxicodependentes sob terapêutica com metadona, há que considerar alteração da dose de metadona durante a terapêutica com antibacilares. Os efeitos secundários devem ser sempre avaliados pelo médico. Na suspeita de algum efeito secundário ou queixa relacionada com a terapêutica, o doente deve procurar o seu médico, sendo este último, a decidir sobre possíveis alterações ou suspensões terapêuticas.</p>
<p><strong>Qual é o prognóstico da doença? </strong><br />
A tuberculose é uma doença curável, sendo importante para isso, não só a celeridade no diagnóstico e inicio do tratamento, mas fundamentalmente, o rigoroso cumprimento das prescrições terapêuticas. No entanto, é uma doença potencialmente grave e letal, principalmente em doentes com outras patologias associadas ou que cumpram irregularmente a terapêutica.</p>
<p><strong>Como saber mais? </strong><br />
<span style="color: #598121;"><a href="http://www.who.int/tb" target="_blank">www.who.int/tb</a></span><br />
<span style="color: #598121;"><a href="http://www.cdc.gov/nchstp/tb" target="_blank">www.cdc.gov/nchstp/tb</a></span><br />
<span style="color: #598121;"><a href="http://www.tbrieder.org/" target="_blank">www.tbrieder.org</a></span><br />
<span style="color: #598121;"><a href="http://www.gpnotebook.co.uk/simplepage.cfm?ID=-1556807680" target="_blank">www.gpnotebook.co.uk/simplepage.cfm?ID=-1556807680</a></span></p>
<p>Autoria: Comissão de Tuberculose da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (Dr Miguel Guimarães; Drª Sandra André, Drª Joana Amado, Dr Helena Lucas e Drª Raquel Duarte)<br />
<span style="color: #598121;"><a href="http://www.sppneumologia.pt/" target="_blank">www.sppneumologia.pt</a></span></p>
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